sábado, 13 de agosto de 2011

Filmes da Disney


   Que fique muito, extremamente, extraordinariamente claro: eu sou completamente apaixonada por filmes da disney. Apaixonada mesmo, para mim todos são perfeitos, lindos, incríveis e tudo mais. Mas mesmo assim, tem alguma coisa acontecendo com os filmes da disney. Os desenhos animados da disney sempre foram e sempre vão ser os melhores e mais vistos, mas só eu que notei o quanto eles estão fracos? Quer dizer, vamos comparar dois filmes que eu simplesmente amo, pra ninguém dizer que estou fazendo preferência: Procurando o Nemo e A Bela e a Fera. Dois filmes que fizeram a diferença na minha infância e a tornaram a melhor que eu poderia ter, dois filmes que até hoje eu assisto e não me canso de ver e rever milhões de vezes e futuramente minha filha vai assistir comigo e vai aprender todas as falas como eu já sei. Mas, enfim, chega de elogios, quero falar aqui sobre as mensagens dos filmes.
   Vamos pegar Procurando o Nemo, um filme recente. O contexto é o seguinte: um filho que desobedece seu pai e acaba sendo levado para longe por causa disso. Seu pai procura ele por todos os cantos até encontra-lo e então eles vivem felizes para sempre. - Por favor, fãs de Procurando o Nemo, não me batam, eu sei que acontecem outras coisas, mas o básico é isso aí-. Agora vamos analisar: me digam um bom pai que, tendo uma referencia de onde está seu único filho, não iria atrás dele por todos os cantos do mundo? E que filho não sentiria saudades do pai e de seu lar sendo que ele está preso em um lugar desconhecido? "Ah, mas o pai dele não desistiu de procurar o filho apesar das dificuldades". Por quê ele iria desistir? O que ele tinha a perder? A esposa estava morta, pai e mãe ele não tinha, amigos também não, o filho era o que ele procurava, a vida? A vida não teria sentido sem alguém para dar sentido à ela. É lógico que ele ia procurar o filho, ele precisava do filho. Mas, e a mensagem? "Nunca desobedeça seu pai" ou "Nunca desista de procurar seu filho"? Não idiota, simplesmente nunca desista! NÃO! Nunca desista seria se fosse uma coisa que ele buscava, por exemplo um nobel, sei lá. Tudo bem, ninguém ganha um nobel em desenhos animados, mas um objetivo de vida, uma coisa que ele sonhava desde pequeno e que faria tudo para conseguir. Aí sim, pode-se dizer que a mensagem é "nunca desista" ou até "nunca desista de seus sonhos".
   Agora vamos para A Bela e a Fera, um filme realmente antigo. O contexto é o seguinte: Uma bonita menina, para salvar o pai, troca com ele e fica aprisionada em um castelo com um "monstro falante e peludo". Ela acaba se apaixonando por ele e, quando eles se beijam, ela quebra a maldição e ele se torna um príncipe. Agora, analisando: Me diga uma menina linda e inteligente que ia querer ficar presa em um castelo com um monstro e acabaria se apaixonando por quem ele é e não pela aparência dele? Me diga  uma jovem que seria bondosa com o monstro que aprisionou seu pai e tentaria conhece-lo? Me diga alguém que não julgaria alguém como a Fera pela aparência? Nem vem com o papinho de que "ah, eu não julgo ninguém pela aparência" porque julga sim que eu sei! Você pode ser a pessoa mais meiga e humilde do mundo, se você ver alguém com pelos pelo corpo todo como os de um animal, dentes longos, rosto feio, corcunda e com chifres é LÓGICO que você ia julgar. A primeira coisa que viria na sua cabeça seria "ele é um monstro". Não digo que com a Bela foi diferente, mas eu SEI que você não tentaria tirar essa imagem da sua cabeça como ela tentou. Tanto tentou que conseguiu. E descobriu que aquela pessoa monstruosa por fora, tinha um coração magnífico. E ela se apaixonou, não por aquela aparência, e sim por aquele coração. A Fera era uma pessoa como qualquer outra, mas feia, realmente feia, não vamos mentir. E isso não a impedia de ter um bom coração e a Bela, deixando de lado o que seus olhos lhe mostravam, descobriu isso. Mas, e a mensagem? Bem, "não julgue as pessoas pela aparência" com toda a certeza desse mundo É a mensagem que esse filme passa. E, além de tudo, pra quem acredita em contos de fadas: monstros podem virar príncipes.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mania de escritora


   Não sei se só eu tenho isso, se é algum tipo de doença ou simplesmente uma loucura minha, mas eu tenho mania de escritora. Gosto de pegar um lápis e uma folha de papel e, em qualquer momento ou lugar, dar vida a um novo personagem, criar uma história, uma vida, uma aventura. Gosto de criar personagens diferentes a todo o momento, de faze-los rir ou chorar, gosto de controlar todo aquele universo impossível que criei com o toque do lápis no papel, com o desenrolar de uma primeira frase. Talvez um psicólogo me ajude a superar essa obsessão por controle.
   Mas, de alguma forma estranha, esses personagens em pouco tempo me conquistam. Me apaixono por eles de forma que consigo inventar em minha cabeça um futuro incrível para eles, como em um conto de fadas. E então entra outro problema: meus próprios personagens me decepcionam. Não sei como, não sei quando, não sei porque, mas um dia eu acordo sem vontade de visitar aquele outro mundo, sem vontade de ver ou ouvir aqueles personagens para quem, na noite anterior, dormi planejando um futuro. Alguém pode me explicar porque, de alguma forma, os personagens perdem o encanto? Existem histórias que eu escrevo mais de 100 páginas e, de repente, sinto a história desinteressante, os personagens fracos e distantes e minha vontade de escrever desaparece.
   E então surge outra história. Uma pequena coisa, uma conversa que eu tenho com alguém, uma cena que eu vejo durante o almoço, uma frase de um livro que eu leia, e de repente tenho todo um mundo novo criado em minha mente, com todas as suas complexidades, com todos seus personagens, com toda sua história. E o ciclo começa outra vez: eu toco o lápis no papel, monto a primeira palavra, a primeira frase, o primeiro personagem. Até o dia em que eu lhe disser "adeus" e abandona-lo junto com milhares de outros em meio a um emaranhado de letras sem fim.

sábado, 16 de julho de 2011

Adolescencia - ideias à 1:28 a.m.

Esse post foi criado no dia 11/07/2011





Olá pessoinhas inexistentes que leem meu blog. Eu nem sei porque ainda escrevo isso aqui, acho que só pra ganhar aquela "medalha" inútil* mesmo. Mas ok, vamos lá. São 1:28 da manhã como eu já disse no título e eu estou na casa de uma amiga. E, de repente, me veio uma ideia: vamos matar o tédio! Com certeza não vai dar muito certo, mas vamos lá: Eu estava pensando em uma cena que vi esses dias no shopping: uma mulher dizendo pra sua filha - que tinha mais ou menos 15 anos- que a adolescência era uma fase desprezível e inútil criada apenas para iludir crianças que estão mudando de corpo e criar seriados idiotas para que as mesmas "crianças" assistam. Senti um nojo mortal daquela mulher e ainda maior de sua filha, que concordava com cada palavra do que a mãe dizia como se fossem as mais puras verdades do universo, sem nem sequer defender a fase da vida pela qual ela passava. Mas infelizmente tenho que admitir que eu também pensava assim. É verdade, até os 11 anos eu pensava em "pular a adolescência" como uma hipótese possível e fantástica. Via adolescentes como crianças metidas a besta e cheias de pontos estranhos na cara. Naquele dia eu parei para pensar: as crianças veem adolescentes ou como ídolos ou como monstros, os adultos esquecem como que em um passe de mágica da fase vivida e começam a achar que é uma besteira e que não existe, como acontece com o papei noel depois dos 10 anos, e os adolescentes? O que nós fazemos para provar que essa fase da vida é real, é importante para nos tornarmos quem somos? Nada. Adolescentes não fazem nada. Nós não tentamos provar que somos reais! Certo, adolescência é uma fase conturbada para muitas pessoas, é quando começam a aparecer as espinhas, o corpo começa a mudar, você começa a ver o mundo de uma forma totalmente nova, descobrindo que o mundo pode existir fora de seu lar. Mas também é a fase em que você descobre quem é. Descobre sua verdadeira identidade que até então era baseada no que seus pais queriam que você fosse. E aí? Não é uma fase importante? Adolescência é a fase de pensar, de criar um conceito, de seguir sua opinião. É claro que a maioria dos pais não gosta de ver seus filhos criando asas e voando para fora do ninho, mas aí vai um recado para os pais: seus filhos nunca vão deixar de amar vocês, eles só vão seguir as próprias vidas, como vocês fizeram e como os pais de vocês fizeram. Aposto que nenhum de vocês gostaria de viver debaixo da asa dos pais até hoje, não é? Então, para aqueles que dizem de a adolescência não existe, pensem bem antes de falar, porque sem ela vocês ainda seriam as crianças que seus pais queriam que você fosse. Parabéns, apague a adolescência e mate a maturidade que existe dentro de você. Agora são 1:46 da manhã e é melhor eu ir dormir. Beijos.

*A medalha é um emblema que se recebe no site onde eu escrevi originalmente o texto

Festa Junina

Esse post foi originalmente criado no link http://www.thesims3.com/myBlog.html?persona=Pipocamacedo&month=07&year=2011 no dia 10/07/2011


É gente, hoje foi a festa junina da minha escola. Muita música, muita dança, muita comida, muita alegria. Eu particularmente gosto muito dessa festa que homenageia São João, um pregador judeu citado pelos autores dos 4 evangelhos da bíblia. Mas, sinceramente, não é sobre a festa com fogueiras e quadrilhas que eu quero falar. Quero falar sobre a gigantesca quantidade de crianças entre 9 e 10 anos usando mini shorts e blusinhas curtas dizendo que já estavam maduras demais para uma fantasia de festa junina. Não digo que eu me sinto confortável usando aqueles vestidos cheios de anáguas e coloridíssimos, mas uma vez por ano não mata ninguém. Na minha turma todos estavam vestidos a caráter e quanto mais velhos os presentes na festa ficavam mais maquiados e caracterizados estavam. Os adultos com dentes pintados de preto e pintinhas na bochecha pareciam muito mais maduros que as criancinhas de 9 anos com shorts entalados na *****. Simplesmente porque não é a roupa que você veste ou a maquiagem que você usa que vai te deixar uma pessoa mais ou menos madura. Maturidade é uma questão de cabeça, não de aparência. Sei que é irônico uma pessoa menos de 18 anos dizer isso, mas na minha época nós íamos pra festa junina completamente vestidos de "jeca" e não ligávamos para o que os outros iam pensar. E não me arrependo nem um pouco, não acho que eu tenha "pagado mico" ou "sido imatura". Porque eu estava, e de certa forma ainda estou, na infância. Certo, certo, não me sinto mais linda com aquelas roupas, mas com 9 anos quem liga pra aparência? Acho que as novas gerações deveriam melhorar o conceito de "maturidade"...

E chegou a páscoa!

Esse post foi originalmente criado nesse link http://www.thesims3.com/myBlog.html?persona=Pipocamacedo&month=04&year=2011 no dia 22/04/2011


Páscoa: muitos chocolates, espinhas para a maioria dos adolescentes, momento para engordar e muita felicidade. Basicamente se resume a isso. Todo mundo sabe, ou pelo menos eu tenho esperança que saiba, que o que aconteceu na páscoa foi que Jesus Cristo ressuscitou depois de 3 dias morto. É resumidamente isso. Vocês sabem porque o coelho foi o animal escolhido para representar a páscoa? Por que ele representa a fertilidade. Agora me digam: o que a fertilidade tem a ver com ressurreição? De boa, deveria ser o Coelhinho do Natal, não o Coelhinho da páscoa. E, uma coisa que eu não sei é o porque de serem ovos... Até onde eu sei, coelhos não botam ovos... Mas, tuuudo bem. Mesmo com os coelhos não ressuscitados e seus ovos de chocolate (chocolate!! Eu amo chocolate, é a melhor parte da páscoa, mas não sei o que o delicioso alimento tem a ver com a ressurreição de Cristo)a páscoa continua sendo uma das melhores e mais comemoradas festas do mundo. Crianças felizes com as surpresinhas "escondidas" nos ovos, os pais felizes com o chocolate caro que ganharam da tia distante e a empresa que fabricou o chocolate que a tia distante mandou feliz com o dinheiro que ela gastou para presentear o sobrinho. Essa mesma fábrica deve ter produzido o chocolate do ovo aonde veio o brinquedinho da criança. Depois de tudo, chega-se a uma pergunta: Será que, por conta das propagandas e da quantidade absurda de dinheiro gasto na páscoa, nós não perdemos o espírito certo e focamos só nos chocolates? Páscoa=chocolate. Agora, ao invés do feriado ser um momento para pensar no que Cristo fez por nós, é um momento para comer chocolate. Que fique claro que não sou uma pessoa religiosa, que pra mim páscoa também é igual a chocolate, mas será que pensar, mesmo que por alguns minutos, no verdadeiro sentido de tudo isso seria muito incomodo? Feliz páscoa para vocês ;)