sábado, 28 de janeiro de 2012

Volta as aulas

   Finalmente janeiro está se despedindo e fevereiro já da as caras. Eu sei, eu sei, podem me chamar de louca ou dizer que não sou desse planeta, mas eu realmente quero que as aulas voltem. Não suporto mais a monotonia e a falta do que fazer que as férias estão colocando a minha vida. Tédio reina por aqui. Passar dias e mais dias em conversas no msn, shopping, cinema e, em alguns dias raros, alguma coisa mais interessante. Simplesmente não aguento mais! Sem falar da saudade dos amigos, dos professores e do agito da sala de aula. Estudar pode não ser a coisa mais divertida do mundo, mas com certeza é melhor do que passar meus dias fazendo nada com nada. 
   Mas, claramente, volta as aulas traz coisas que até eu, esquisita amante de escolas, preferia não ter que fazer. Por exemplo: o tempo livre, que as vezes cansa por estar livre demais e acabar se tornando uma coisa massante, vai fazer falta quando as férias voltarem. Poder acordar a hora que for e se perder nos dias da semana sem ter que se preocupar com provas, atrasos, trabalhos ou simplesmente se arrumar antes de ir para a escola. Os gastos com material escolar, que apesar de ser divertido sair pra escolher cadernos e mochila, causa um belo prejuízo para nossos pais, em especial para aqueles filhos frescos (como eu) que gostam de coisinhas caras para começar o ano escolar com tudo. 
   E então é hora de voltar ao ritmo escolar, escrever tudo (ou quase isso) que o professor passar no quadro, prestar atenção nas aulas (na maior parte do tempo), estudar para todas as provas (ou talvez quase todas), fazer deveres de casa (todo dia, hein pessoal?) e, claro, conhecer pessoas novas e fazer novos amigos. Um ano escolar guarda novas fofocas, experiencias, emoções e, temos que admitir: as melhores coisas da infância e da adolescência são vividas na escola. Então me respondam uma pergunta: por que, ao invés de aproveitar essa fase maravilhosa da vida onde até tempo sobrando nós temos em excesso, nós adolescentes temos a insuportável mania de reclamar da escola? Desculpa pessoal, mas daqui há alguns aos vão ver que foi uma das melhores fases da vida de vocês e ao invés de aproveitarem ficaram reclamando como condenados. Esperem mais um pouco, logo logo a vida da motivos para vocês reclamarem.
   E boa volta as aulas pra todo mundo, ok?

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal

 E finalmente é véspera de natal! 24 de dezembro... quem não espera por essa data? Toda aquela alegria espalhada, a árvore de natal enfeitada e brilhando com todas as luzinhas e cores, os tão esperados presentes, a visita do papai noel (que normalmente coincide com a saída de um tio mais cheinho da festa), a irresistível ceia natalina com seu gostinho único temperado de natal, as brincadeiras natalinas que cada família tem, a bagunça dos papeis de presente para todos os lados, as músicas com tom próprio que não se importam se você canta como um anjo ou se não sabe cantar, todos sabemos as letras e todos podemos cantar sem medo, os sorrisos nos rostos da criançada sentada no chão brincando com os brinquedos recém adquiridos,  as velas vermelhas, todo e espirito natalino que paira no ar e nos faz esquecer todo e qualquer problema. É mágico, não é? Infelizmente, quanto mais velhos vamos ficando, mais rápido essa magia desaparece. É como se o verdadeiro espirito do natal fosse sendo substituídos por coisas mais banais como "lavar a louça depois  da festa" ou "arrumar toda a casa". O estresse realmente é grande quando se trata de organizar uma grande festa de natal,  mas o natal é acima de tudo a comemoração de um aniversário, um aniversário tão importante que é comemorado no mundo inteiro. É difícil criticar o natal, muito difícil, ele tem uma magia própria que é difícil argumentar contra.
 Mas, para ser bem sincera, talvez o que faz com que os adultos percam o espírito natalino sejam os presentes... ou melhor, o preço dos presentes. Nessa época do ano as coisas são tão mais caras do que no dia-a-dia. Claro, afinal, todos temos que comprar presentes no natal. Para filhos, sobrinhos, primos, marido, namorado, tios, mãe, pai, irmãos, afilhados, amigos e por aí vai. E normalmente, com a exeção de pai e mão e, espera-se, marido ou namorado, nós temos mais de um em cada item desses. São muitos presentes. Para muitas pessoas. E é muito dinheiro. Pois é, talvez essa seja a jogada comercial mais esperta de todas: suba o preço no natal. Eu também faria isso. É claro que faria. É a época em que absolutamente Tudo é vendido, desde celulares até bonecas. Uma pena que para as pessoas o dinheiro seja mais importante do que toda a felicidade do natal.
 Um beijo para vocês todos -meus lindos duendes natalinos- e um feliz natal!

sábado, 12 de novembro de 2011

Mais um... devaneio


   As vezes fico pensando se eu sou a única pessoa com essa capacidade incrível de me perder em meio a pensamentos tão simples. Sabe, em um momento eu estou fazendo meu dever de casa ou lendo algo na apostila de matemática e, em uma fração de segundos, me transporto para um campo florido ou um elefante raivoso passa a me perseguir. Elefantes, elefantes… podem ser focas também, se parecerem mais malvadas a seu ver, você pode escolher. E então, do meio do campo florido com focas ou elefantes, ou os dois se for melhor, eu passo a estar fazendo um piquenique em cima de uma montanha nevada vestida meu vestido preferido ao lado de um lindo e cavalheiro garoto. O bolo está realmente muito bom e nós estamos tomando um chá quentinho. Calma, como é mesmo o nome desse garoto? Aí me recordo que o dono do meu coração não é lindo assim. E a neve? Não posso estar com meu vestido preferido! Está frio, não? Não, não está, agora estou sentada em meio a um monte de algodão doce cor de rosa. Hei cachorro, pare de comer isso! Vai abrir um buraco e eu vou cair! É um cachorro tão fofinho… Ele é azul e cheio de estrelas! Estrelas como aquelas que estão brilhado logo em cima da minha cabeça bem agora. Estrelas, não é? Lembra que no mar também existem estrelas? São coloridas e não brilham como purpurina, mas estão lá. Purpurina… e se na verdade as estrelas no céu não passarem de um monte de purpurina que caiu lá por acidente? Talvez, se for assim, alguém poderia pintar o céu de cor de rosa ou amarelo, como acontece no por do sol. Ah, então é isso que acontece no por do sol! Alguém está tentando mudar a cor do céu! Não precisa não, por mais que as outras cores sejam muito bonitas, azul cabe perfeitamente no céu. Você não concorda? Eu deveria escrever uma música sobre isso, músicas costumam passar tudo isso que você sente. E nos fazem viajar. Viajar para nenhum lugar em um lugar qualquer. Como é lindo por aqui! Tudo tão cheio de vida e tão flutuante. Provavelmente estou sonhando… Hei, o que eu estava fazendo aqui mesmo? Que rabiscos são esses na minha apostila de matemática? Ah sim… meu deveres.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Amor?

   Hoje pedi para uma amigo escritor me surpreender com um tema muito comentado: amor. Sabe porque escolhi esse tema? Porque é muito difícil alguém surpreender falando do tema amor. Não é? Pois então me diga: qual a primeira coisa que lhe vem a cabeça quando ouve a palavra "amor"? Aposto que um casal apaixonado ou o garoto/garota que você ama, não é? Pois então, esse é o caso. Todos sempre falam do sofrimento do amor, da beleza do amor, do que o amor trás para a vida, de como é bom amar alguém e como é ruim se desiludir com o amo. Mas muitos (não todos, obviamente) esquecem que o amor romântico é apenas um tipo de amor. Você não ama seus pais, primos, filhos, melhores amigos, seu cachorro, seu gato? Ama. Claro que ama. Pelo menos, deveria amar. 
   O fato é que as pessoas esquecem desses tipo de amor, o amor que não é romântico e que não faz sofrer tanto assim (mas experimente perder um deles para ver como é ruim). Eu não entendo porque quando as pessoas vão falar sobre amor elas se esquecem de coisas grandes como a família e os amigos! O amor romântico é lindo e tudo mais, mas poupe-me dos clichés! É tão habitual ver um título "amor" e pensar que vai ler algo sobre casais apaixonados ou um romance perdido... E na maior parte das vezes realmente ler isso. Mas, se você parar para pensar, a pessoa que mais te ama não é seu namorado ou seu marido. Pois um namoro ou um casamento pode terminar um dia, por mais triste que seja o amor entre um casal pode acabar e isso não é muito difícil de acontecer. Ou será que você nunca conheceu um  casal que se separou?  Conheceu, claro que conheceu, nos dias de hoje o amor romântico é mais uma coisa passageira do que algo que dura pelo resto da vida. Mas e sua mãe? O amor da sua mãe por você é infindável, por mais que aconteçam brigas, discussões e desentendimento e você a tire do sério as vezes, sua mãe sempre vai estar do seu lado, para o que você precisar. Ela te ama e nunca vai deixar de te amar. Já pensou em como seria perder sua mãe? Pior do que perder seu namorado, não é? Imagine não ter para onde ir se alguma coisa acontecesse com você, imagine não ter quem te apoiar a todos os momentos, por mais que você esteja errado. Se isso não é amor, eu realmente não sei o que é. E seu pai? Ele pode ser meio durão as vezes, difícil de convencer, mas com certeza te protegeria em qualquer situação e não te abandonaria em uma hora difícil. Provavelmente ele estava lá te ajudando a dar seus primeiros passos e a andar de bicicleta, deve ter te carregado no colo quando você estava com o joelho ralado e deve ter trabalhado como um louco para te dar um presente que você queria. E eu poderia passar muito tempo citando o amor de outras formas a não ser a tradicional, poderia mostrar de várias maneiras. Mas eu não vou fazer isso. Eu só queria tirar a ideia clássica de que amor é apenas algo romântico entre um casal, porque não é bem assim. Agora me vou, desculpa ter demorado tanto pra postar algo, ando com muitas coisas pra fazer.

Não fui eu que escrevi, na verdade não sei quem foi, mas adorei:

''A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira 
como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de 
trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. 
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos 
até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí 
você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a 
faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira 
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de 
colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida 
flutuando.''

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Shh, silêncio

Ceeeerto... vou pedir desculpa outra vez. Ando tendo vontade de escrever esses textinhos rimados e bobinhos, não sei porque. Não sei pra que gastar letras e tempo com poesias bobas, mas tive vontade de escrever e aí está: desculpaaa



Shh
Silêncio
Silêncio... silêncio
nenhum único ruído
Nenhuma única voz
Nenhum suspiro

Palavras
Palavras mudas
Palavras silenciosas
São ruídos?
Não
Palavras
Palavras perdidas no silêncio
Palavras caladas

Um coração
Bate sem parar por um segundo
Não faz nenhum ruído
Apenas existe
Indiferente
Silencioso

Shh
Silêncio
Poder
Palavras silenciosas
e cheias de poder
Criadas no papel
Feitas de tinta
Poderosas

Palavras que expressam
Expressam quem sou
Quem liga?
Sentimentos?
Quem liga?
Dores?
Quem liga?
Palavras
Palavras mudas
Palavras que confortam meu ser

Shh
Silêncio
As palavras querem gritar
E gritam
Gritam em silêncio
Para o mundo inteiro escutar

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poesia... hãã?

É pessoinhas que leem isso aqui -duvido muito que vocês existam, mas se forem mais reais do que o coelhinho da páscoa eu já estou bem feliz-, resolvi variar um pouco de texto hoje. Pra vocês não se cansarem das minhas ideias mirabolantes baseadas em loucura com as quais eu monto os outros textos, resolvi escrever uma poesia. Poesia... hãã? Sou uma péssima escritora de poesia, péssima mesmo, daquele tipo que acha que colocando avião e camarão na mesma frase já vai ficar realmente profundo, mas não custa tentar. Já que ninguém lê isso aqui mesmo não vou pagar tanto mico e me deu uma vontade extremamente rara de escrever uma poesia e, já que estamos, por quê não? Ah, outra coisa, nem me perguntem qual o nome porque aí já é pedir demais, já tenho nomes péssimos para os textos comuns, imagina colocar nome em uma poesia!?? Seria algo como: camarões e aviões, um profundo amor à dois. Ta, ok, exagerei na coisa ruim e, não, a poesia não fala nem de aviões, nem de camarões, mas até que não seria tão pior... ok, aí vai, preparem os cérebros para a pior poesia de sua vida, mas já que chegou até aqui deve estar curioso para ler:


Eu me lembro
Me lembro da dor
Do meu coração partido em pedaços
Da minha vida bagunçada
Da dor que eu senti
Não quero
Não posso voltar


Eu sou uma rainha
A rainha da decepção 
A rainha da tristeza
A rainha de toda a dor


Eu machuco pessoas
Eu quebro corações
Eu apareço e desapareço
e sem dar notícias, eu volto


E bagunço vidas
Brinco um pouco e vou embora
Sem adeus, sem despedidas
Eu parto corações


Palavras
Palavras jogadas ao vento
Promessas que jamais serão cumpridas
Eu não quero mais
Mas não posso parar


Vejo a dor que causei
Vejo a dor que ainda vou causar
Vejo nos olhos de quem um dia disse me amar
As lágrimas que eu fiz escorrer


E então eu sinto falta
Falta do meu coração partido
Da dor que eu senti
Das lágrimas que eu chorei
De tudo o que eu vivi


E hoje eu choro outra vez
Choro por ter feito você sentir
O que me fizeram sentir
Choro por ter te feito chorar
Choro pelo tempo em que eu sofria
E você apenas existia
Feliz, em algum outro lugar